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Volta às aulas e TDAH o transtorno pode prejudicar a alfabetização de crianças

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Volta às aulas e TDAH o transtorno pode prejudicar a alfabetização de crianças

Volta às aulas e TDAH o transtorno pode prejudicar a alfabetização de crianças. Depois do Carnaval às aulas vão voltar com tudo e muitas mães tem várias dúvidas sobre o aprendizado dos filhos.

Com o início, é comum que pais e crianças fiquem animados com o ano letivo que se inicia. Porém, para algumas famílias, transtornos de aprendizado, como o Déficit de Atenção e Hiperatividade, podem fazer com que este momento não seja tão divertido. Tais problemas podem afetar diretamente os estudos e o relacionamento do aluno com seus amigos e professores.

O que é o TDAH?

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele é chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). Em inglês, também é chamado de ADD, ADHD ou de AD/HD.

Existe mesmo o TDAH?
Ele é reconhecido oficialmente por vários países e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em alguns países, como nos Estados Unidos, portadores de TDAH são protegidos pela lei quanto a receberem tratamento diferenciado na escola.

Não existe controvérsia sobre a existência do TDAH?
Não, nenhuma. Existe inclusive um Consenso Internacional publicado pelos mais renomados médicos e psicólogos de todo o mundo a este respeito. Consenso é uma publicação científica realizada após extensos debates entre pesquisadores de todo o mundo, incluindo aqueles que não pertencem a um mesmo grupo ou instituição e não compartilham necessariamente as mesmas idéias sobre todos os aspectos de um transtorno.

Por que algumas pessoas insistem que o TDAH não existe?
Pelas mais variadas razões, desde inocência e falta de formação científica até mesmo má-fé. Alguns chegam a afirmar que “o TDAH não existe”, é uma “invenção” médica ou da indústria farmacêutica, para terem lucros com o tratamento.

Paulo Mattos, neurocientista do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) e um dos maiores especialistas no assunto, aponta que os primeiros sinais do TDAH tendem a ser percebidos – inicialmente – pelos próprios educadores. “O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade é um transtorno neurobiológico de causas genéticas, que aparece na infância e pode acompanhar o indivíduo por toda sua vida. Ele se caracteriza pela desatenção, inquietação e impulsividade. Um aluno que dificilmente fica sentado durante uma explicação mais longa ou que se distrai com facilidade, provavelmente sofre de TDAH e, por isso, é preciso estar atento a esses sinais para sinalizar aos pais sobre”, pontua Paulo Mattos.

De acordo com o especialista, o TDAH atinge cerca de 5% das crianças e adolescentes. Existem aproximadamente 50 milhões de brasileiros com idades entre 5 e 19 anos, isto significa que são 2 milhões e meio de portadores no país. O transtorno pode ser oficialmente diagnosticado a partir dos sete anos de idade, justamente no período de alfabetização. Antes disso, pode ser difícil distinguir a “agitação” normal de uma criança pequena daquela existente no TDAH. “Embora o acesso excessivo e acelerado da tecnologia leve a uma situação por vezes parecida com o TDAH, o transtorno se difere pela extrema dificuldade em manter-se atento e quieto em inúmeras situações do cotidiano, quando todas as demais crianças conseguem. O tratamento pode incluir tanto farmacoterapia como psicoterapia” afirma.

Paulo Mattos, que também é diretor do Centro de Neuropsicologia Aplicada (CNA) – centro especializado na avaliação do funcionamento de funções mentais (tais como atenção, memória, linguagem oral e escrita) –, comenta que o emprego dos métodos mais tradicionais de ensino (sala de aula com mobiliário clássico, quadro-negro e giz) trazem novos desafios tanto para alunos quanto professores, porque a atenção depende fortemente do interesse e da motivação, tanto para quem tem TDAH como para quem não tem. “Crianças que vivem imersas no mundo da tecnologia, facilmente perdem o interesse pelo método de ensino padrão e, com isso, não mantem níveis adequados de atenção”, diz.

Sobre o IDOR: O Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) é uma instituição independente e sem fins lucrativos, com o objetivo de promover o avanço científico e tecnológico na área da saúde e que tem na Rede D’Or São Luiz uma de suas principais mantenedoras. O IDOR conta hoje com 20 pesquisadores sêniores e mais de 100 pessoas dedicadas nas áreas de pesquisa básica/translacional, pesquisa clínica, ensino e inovação. Desde 2012, o Instituto possui o Centro de Neuropsicologia Aplicada (CNA) – um dos mais renomados centros especializados em neuropsicologia do Brasil. O CNA conta com uma equipe multidisciplinar – com médicos, psicólogos e fonoaudiólogos – envolvida no diagnóstico e na avaliação de cada caso individualmente.

Fotos: Getty Images

Fonte: O Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) e www.tdah.org.br


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Pati Azevedo

Pati Azevedo

Estilista, Empresária, editora do blog Grávidas e Antenadas e mãe de 2 crianças lindas!


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